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São Jorge: o símbolo perfeito de multiculturalismo

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em Espiritualidade | 2 comentários

(Tradução de Maísa Intelisano)

Apenas o santo padroeiro da Inglaterra? Pense melhor.

São Jorge se tornou um símbolo de nacionalismo na Inglaterra, mas há algumas boas razões para pensar que sua vida representa os valores de uma ideologia mais positiva: o multiculturalismo.

Sua história é tão multicultural quanto você pode ser.

Muitos historiadores acreditam que Jorge nasceu na atual Turquia, em uma família grega. Ele serviu o exército numa cidade-estado italiana e acabou morrendo na atual Palestina.

O legado de São Jorge é tão multicultural quando se pode ser no mundo clássico.

Ele era um imigrante

Jorge mudou de país procurando trabalho, provavelmente imigrando da Capadócia para a Palestina para se juntar à guarda palaciana do imperador Diocleciano.

Ele mudou de províncias no vasto império romano, do mesmo modo que um trabalhador braçal habilidoso poderia viajar entre os países da União Europeia para encontrar emprego.

Ele divulgou novas ideias religiosas de outros países

Por séculos, o Império Romano adorou seus deuses pagão nativos. Jorge tornou-se famoso por divulgar sua religião originária do Oriente Médio na civilização ocidental.

Ele supostamente convenceu a Imperatriz Alexandra de Roma a adotar sua nova religião em expansão – o Cristiano – a qual se espalhou pelo império até se tornar oficial. A maioria dos estados europeus que se seguiram são cristãos até hoje.

Ele é o santo padroeiro de um grande e variado número de lugares

São Jorge não é o santo padroeiro apenas da Inglaterra, mas também da Bulgária, da Palestina, da Etiópia, da Grécia e da Lituânia.

E, sem sombra de dúvidas, ele é também o mais importante santo padroeiro da Geórgia, onde o Dia de São Jorge é celebrado duas vezes por ano. Segundo alguns cronistas medievais, o nome do país em inglês teria derivado do nome do santo.

Ele foi soldado de um superestado europeu multicultural

Como tribuno do exército romano, Jorge lutou por um superestado do tamanho da Europa, que, como sabemos, permitiu que seus habitantes continuassem com suas tradições locais.

Na capital imperial de Roma, havia bretões miscigenados a gregos e pessoas vindas da Palestina e da Gália.

Contanto que houvesse lealdade ao imperador, as religiões e costumes culturais locais puderam ser mantidos e incorporados ao império.

Ele foi perseguido por intolerância à sua religião estrangeira

Como imigrante e adepto de uma religião estrangeira, São Jorge teve um fim marcado por discriminação e perseguição por parte das autoridades romanas, receosas do crescente poder da cristandade.

Enquanto trabalhava em sua nova casa, o santo foi atingido por uma nova lei de repressão aos soldados cristãos: foi preso e expulso do exército.
Jorge se opôs e foi aprisionado, torturado e, por fim, executado por seus costumes estrangeiros. Ele teria se beneficiado muito de um pouco mais de tolerância e multiculturalismo.

Coisas que você não sabe sobre São Jorge:

– Os cientistas discutem há séculos a data exata de nascimento de São Jorge, geralmente estimada em 280 d.C.

– Ele era imigrante. Jorge viajou pelo mundo, imigrando da Síria para a atual Turquia, procurando trabalho.

– A história de São Jorge é tão multicultural quanto se pode ser. Ele nasceu na Síria e vinha de uma família de gregos.

– Ele difundiu novas ideias religiosas de outros países. Por séculos, o Império Romano adorou seus deuses pagãos nativos. Jorge se tornou famoso por divulgar sua religião originária do Oriente Médio na civilização ocidental.

– São Jorge não é o santo padroeiro apenas da Inglaterra, mas também da Bulgária, Palestina, Etiópia, Grécia e Lituânia.

– Ele se juntou ao exército romano e se tornou um de seus mais importantes soldados.

– Como imigrante adepto de uma religião estrangeira, São Jorge teve um fim marcado por discriminação e perseguição por parte das autoridades romanas.

– Com exceção da Inglaterra, todos os países do Reino Unido decretaram feriado no dia de São Jorge.

– O Rei Eduardo III era grande admirador de Jorge e decidiu torná-lo santo padroeiro da Inglaterra.

– Os retratos mais antigos da luta contra o dragão datam do século X ou XI na Capadócia e na Geórgia, nos quais Jorge se livrou de um monstro gigantesco num lago na Síria.

maisa_intelisano Maísa Intelisano é psicoterapeuta complementar com formação em Terapia Regressiva, Abordagem Transpessoal, Florais de Bach, Reiki II e Bioeletrografia, com consultório no Espaço Psicanalítico 267 na Vila Mariana em São Paulo. Mantém também cursos práticos de bioenergias, estados ampliados de consciência e mediunidade.
Saiba mais em www.maisaintelisano.com.br
E-mail: maisa@maisaintelisano.com.br
Facebook: Maísa Intelisano – Psicoterapia Holística e Complementar
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2 pensamentos em "São Jorge: o símbolo perfeito de multiculturalismo"

  • Carlos Roberto

    Penso que a idéia/conceito de defesa e consequentemente de proteção é simbolizado por São Jorge/Ogum matando o Dragão(a maldade, o mal), Ogum com sua espada. Defesa também implica instrumento de execução e ideia de guerra com objetivos de proteger algo.

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